Escoliose o que é? É um desvio lateral da coluna vertebral, com curvatura superior a 10 graus, que dá à coluna um formato em “C” ou “S”. Pode causar dor nas costas, assimetria dos ombros e do quadril, e fadiga. Tem tratamento em todos os casos: de exercícios e fisioterapia nas curvas leves até colete ortopédico ou cirurgia nas mais graves. O diagnóstico é feito por um médico especialista com exame clínico e radiografia.
A coluna vertebral é o eixo central do corpo humano. É ela que sustenta o peso, mantém a postura ereta, permite os movimentos e protege a medula espinhal. Quando esse eixo perde o alinhamento e se curva para o lado, surge a escoliose, uma das deformidades da coluna mais comuns e que atinge desde crianças até idosos.
Apesar de frequente, a escoliose ainda gera muitas dúvidas: se dói, se tem cura, quais os graus, quando exige cirurgia e como conviver com ela. Este guia, elaborado pela equipe médica do Centro Indor Cadip, referência em ortopedia e tratamento da dor em Montes Claros e Pirapora, responde de forma clara e objetiva a todas essas perguntas.

O que é escoliose?
Escoliose é o desvio lateral da coluna vertebral, no qual a curvatura ultrapassa 10 graus para a esquerda ou para a direita, resultando em um formato de “C” ou de “S”. Quando essa curvatura é menor que 10 graus, não é considerada escoliose, mas apenas uma leve assimetria postural.
Diferente do que muitos pensam, a escoliose não é apenas uma “má postura”. É uma deformidade tridimensional da coluna, que pode envolver também rotação das vértebras. Ela é classificada de acordo com a idade de surgimento, a causa e a região afetada.
Características principais da escoliose:
- Curvatura lateral da coluna maior que 10 graus
- Pode afetar as regiões cervical, torácica ou lombar
- Costuma ser medida pelo ângulo de Cobb (padrão internacional)
- Pode ser leve, moderada ou grave, conforme o grau da curva
Tipos de escoliose
Existem diferentes tipos de escoliose, classificados principalmente pela causa de origem. Identificar o tipo correto é essencial para definir o tratamento.
Escoliose idiopática
É a mais comum, responsável por cerca de 80% dos casos. Não tem causa conhecida e costuma surgir na infância ou adolescência, durante os picos de crescimento. É subdividida em infantil, juvenil e do adolescente.
Escoliose congênita
Presente desde o nascimento, ocorre por uma má formação das vértebras durante a gestação. Geralmente é diagnosticada ainda nos primeiros anos de vida.
Escoliose neuromuscular
Associada a doenças que afetam os nervos e os músculos, como paralisia cerebral, distrofia muscular e mielomeningocele. Tende a progredir mais rápido.
Escoliose degenerativa
Surge na idade adulta, geralmente após os 50 anos, pelo desgaste natural das articulações e discos da coluna. Está ligada à artrose e à osteoporose.
Quais são os sintomas da escoliose?
Os sintomas da escoliose variam bastante conforme o grau da curva. Em casos leves, principalmente em jovens, a escoliose pode ser silenciosa e passar despercebida por anos. Já em casos moderados a graves, os sinais ficam mais evidentes.

Principais sinais e sintomas:
- Um ombro mais alto do que o outro
- Uma das escápulas (omoplatas) mais saliente
- Cintura desnivelada ou assimétrica
- Um lado da caixa torácica mais proeminente
- Um quadril aparentando estar mais elevado
- Inclinação do tronco para um dos lados
- Sensação de uma perna mais curta que a outra
- Dor nas costas e fadiga muscular após ficar muito tempo em pé ou sentado
É importante saber que a escoliose leve geralmente não dói. A dor costuma aparecer em curvas mais acentuadas, na escoliose degenerativa do adulto ou quando há compressão de nervos.
Como é medido o grau da escoliose?
O grau da escoliose é medido pelo ângulo de Cobb, calculado a partir de uma radiografia de coluna inteira. Essa medida define a gravidade e orienta o tratamento.
| Grau da curva | Classificação | Conduta habitual |
|---|---|---|
| Até 10 graus | Não é escoliose (assimetria leve) | Acompanhamento e postura |
| 10 a 20 graus | Escoliose leve | Exercícios, fisioterapia, RPG |
| 20 a 40 graus | Escoliose moderada | Colete ortopédico (em crescimento) |
| Acima de 40 graus | Escoliose grave | Avaliação cirúrgica |
Essa classificação, no entanto, sempre considera a idade e a maturidade óssea do paciente. Uma curva de 30 graus em uma criança em crescimento é bem diferente da mesma curva em um adulto com a coluna já formada.
Quais são as causas da escoliose?
Na maioria dos casos (escoliose idiopática), a causa é desconhecida. Ainda assim, alguns fatores estão associados ao surgimento ou à progressão do desvio da coluna.
- Fatores genéticos: histórico familiar aumenta o risco
- Má formação congênita das vértebras
- Doenças neuromusculares como paralisia cerebral
- Degeneração da coluna pela idade (artrose e osteoporose)
- Diferença no comprimento das pernas
- Em casos raros, tumores ou infecções na coluna
Vale destacar: mochilas pesadas e má postura não causam escoliose estrutural, embora possam agravar dores e desconfortos em quem já tem o desvio.
Como é feito o diagnóstico da escoliose?
O diagnóstico da escoliose é feito exclusivamente por um médico especialista, por meio de avaliação clínica e exames de imagem. O autodiagnóstico não é confiável e pode atrasar o tratamento.
A avaliação costuma incluir:
- Teste de Adams (o paciente se inclina para frente e o médico observa a assimetria)
- Radiografia (Raio-X) de coluna inteira para medir o ângulo de Cobb
- Avaliação da maturidade óssea
- Em alguns casos, ressonância magnética ou tomografia
No Centro Indor, o exame de raio-X e o Scan Vértice 3D da coluna vertebral permitem avaliar o desvio com precisão e acompanhar sua evolução ao longo do tempo, sempre com apoio de uma clínica especializada em ortopedia.
Escoliose tem cura? Como é o tratamento?
A escoliose nem sempre tem “cura” no sentido de desaparecer, mas tem tratamento eficaz em todos os casos. O objetivo é impedir a progressão da curva, aliviar a dor e preservar a qualidade de vida. O tratamento depende da idade, do grau da curva e da flexibilidade da coluna.
Tratamento conservador (curvas leves e moderadas)
Para a maioria dos pacientes, o tratamento não é cirúrgico e inclui:
- Fisioterapia e exercícios específicos para escoliose (método Schroth, RPG)
- Fortalecimento da musculatura das costas e do core
- Colete ortopédico, indicado em pacientes em crescimento com curvas de 20 a 40 graus
- Atividades como pilates terapêutico e hidroterapia, que melhoram postura, força e mobilidade
- Acompanhamento com fisioterapia especializada
Tratamento cirúrgico (curvas graves)
A cirurgia é reservada para curvas acima de 40 a 50 graus ou que continuam progredindo apesar do tratamento conservador. O procedimento mais comum é a artrodese, que corrige e estabiliza a coluna com hastes e parafusos.
Como aliviar a dor da escoliose no dia a dia
Embora nem toda escoliose cause dor, quem sente desconforto pode adotar medidas para melhorar a qualidade de vida:
- Praticar exercícios de fortalecimento orientados por profissional
- Manter o peso corporal saudável para reduzir a sobrecarga na coluna
- Fazer alongamentos regulares
- Cuidar da postura no trabalho e ao usar celular e computador
- Evitar sedentarismo, que enfraquece a musculatura de sustentação
- Buscar acompanhamento médico e fisioterapêutico contínuo
Quando procurar um especialista

Procure um ortopedista especialista em coluna se você ou seu filho apresentarem:
- Ombros, cintura ou quadril visivelmente desalinhados
- Inclinação do tronco para um lado
- Dor nas costas persistente
- Uma saliência nas costas ao se inclinar para frente
- Histórico familiar de escoliose
O diagnóstico precoce é decisivo, principalmente em crianças e adolescentes em fase de crescimento, quando a curva pode progredir rapidamente. Quanto antes o acompanhamento começa, maiores as chances de controlar o desvio sem cirurgia.
Perguntas frequentes
Escoliose tem cura?
A escoliose estrutural não desaparece sozinha, mas tem tratamento eficaz. Em curvas leves, exercícios e fisioterapia controlam a progressão. Curvas graves podem exigir colete ou cirurgia. O objetivo é estabilizar a coluna e evitar a piora.
Escoliose dói?
Nem sempre. A escoliose leve, comum em jovens, costuma ser indolor. A dor aparece mais em curvas acentuadas, na escoliose degenerativa do adulto ou quando há compressão de nervos.
Qual grau de escoliose aposenta?
Não existe um grau fixo que garanta aposentadoria. A concessão depende da limitação funcional, da dor e da capacidade de trabalho, avaliadas por perícia médica. Curvas graves e incapacitantes têm mais chance de benefício.
Quem tem escoliose pode fazer pilates?
Sim, na maioria dos casos. O pilates terapêutico, quando orientado por profissional, fortalece o core e melhora a postura. Porém, os exercícios devem ser adaptados ao tipo e grau da curva.
Escoliose é considerada deficiência?
Depende da gravidade. Escolioses leves não configuram deficiência. Já casos graves, com limitação funcional significativa, podem ser enquadrados como deficiência conforme avaliação médica e legal.
O que a escoliose pode afetar?
Além das costas, curvas graves podem afetar a capacidade respiratória e cardíaca (quando comprimem o tórax), causar dor crônica e impactar a autoestima e a qualidade de vida.
Escoliose piora com a idade?
Pode piorar, principalmente na fase de crescimento e, em adultos, pela degeneração da coluna. Por isso o acompanhamento periódico é essencial, mesmo em curvas estáveis.
Conclusão
A escoliose é uma condição tratável e, na maioria dos casos, não exige cirurgia. O segredo está no diagnóstico precoce e no acompanhamento com profissionais especializados, que definem a melhor conduta para cada grau e faixa etária. Ignorar os primeiros sinais, por outro lado, pode permitir que a curva avance e limite a qualidade de vida.
No Centro Indor Cadip, em Montes Claros e Pirapora, contamos com mais de 15 anos de experiência em ortopedia e tratamento da dor. Realizamos o diagnóstico preciso da escoliose com exames de imagem modernos e definimos um plano de tratamento personalizado, que pode incluir fisioterapia, pilates terapêutico e hidroterapia.
